Arquivo de Agosto de 2008

Polar Bear: ajude a salvar o planeta

admin em 29 de Agosto de 2008 @ 16:14

Deu no UpDate or Die. Confira o filme criado pela Ogilvy Nova York para o Environmental Defense Fund. A produção é da Biscuit Filmworks e a direção de Tim Godsall.

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NYT sofre baixa publicitária

admin em 27 de Agosto de 2008 @ 11:16

Deu no ADNews. O grupo The New York Times Company anunciou na última terça-feira (26) uma baixa de 6,1% em sua receita operacional no primeiro semestre deste ano. Segundo informações da agência Efe, a queda aconteceu pela diminuição da receita publicitária.
De acordo com a empresa, o faturamento no primeiro semestre deste ano foi de US$ 1,725 bilhão, em comparação aos US$ 1,837 bilhão no mesmo período em 2007.
Por meio de um comunicado, o grupo informou que as receitas publicitárias de anunciantes do varejo caíram 10,7%, enquanto o faturamento relativo aos classificados diminuiu 24,4%. Segundo analistas, essa perda está relacionada à desaceleração econômica vivida pelos Estados Unidos.

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Como se desenvolve os melhores talentos da empresa

admin em 26 de Agosto de 2008 @ 09:56

Deu no Valor Econômico. Os presidentes dizem: “Queremos que estes jovens talentosos fiquem na minha empresa por 15 anos”. Esses jovens quando perguntados dizem: “Quero estar nesta empresa por mais dois anos”.
Uma enorme contradição: o mundo mudou mas as expectativas de quem esta no poder não… e as ferramentas de desenvolvimento de pessoas estão alinhadas com este novo mundo?
Um dos problemas freqüentes que observamos nas nossas pesquisas é que uma grande parte das empresas não utiliza uma abordagem global e sistemática para o desenvolvimento de talentos. Nem bem sabem o que é talento ou líder. Apesar de as empresas nos últimos anos se empenharem nesse sentido, definindo as estruturas de competência, estas ainda são, em geral, excessivamente genéricas para que, de fato, possam ser úteis. Os meios tornam-se fins em si mesmos, e as forças-tarefa da empresa gastam muito tempo e dinheiro produzindo longas listas de expectativas estéreis de qualidades desejáveis.
Por que será que essa trajetória das competências é tão difícil? Uma das respostas a essa pergunta é que, não raramente, as empresas usam o conceito de competência de várias formas, sem se dar conta de que aplicam diferentes tipos de lógica. São quatro tipos de lógica que orientam o desenvolvimento de talentos.
A primeira lógica diz que se deve ter foco nas pessoas que apresentam alto desempenho. Tais indivíduos excepcionais são “estudados” para que suas características mais relevantes sejam evidenciadas. Essa abordagem tem algumas vantagens claras. Ela dá uma aparência de legitimidade científica ao aspecto soft da gestão de talentos. O fato de os gestores serem estudados facilita sua aceitação e sua implementação. Isso é, acima de tudo, pragmático; com o ajuste cultural adequado os resultados podem ser facilmente incorporados ao processo de avaliação de desempenho, aos critérios de seleção e aos esquemas de treinamento.
A segunda forma de encaminhar o desenvolvimento dos talentos se baseia na tradução de uma estratégia futura incorporando as suas respectivas implicações na seleção e no desenvolvimento de talentos. Apesar de essa lógica não apresentar o rigor e a legitimidade da abordagem anterior, sua grande vantagem é que ela é orientada para o futuro. Por isso, é bastante atraente para a direção das empresas que passam por mudanças e transformações substantivas e para aquelas que operam em ambientes de alta mobilidade competitiva.
A terceira lógica é baseada em valores e apesar de ser normalmente incorporada a uma estrutura de competências, é, na verdade, mais ampla que isso. A lista de valores é o fio condutor sendo esta lógica denominada como baseada em filosofia. Neste ambiente, os recrutados aprendem devagar enquanto são socializados na empresa.
A forma de desenvolvimento dos talentos baseada em aprendizagem, que se revela como a quarta possibilidade, está relacionada com a discussão de que os desafios são oportunidades de aprendizagem. Se isso é verdadeiro, então duas qualidades são importantes para o desenvolvimento: primeiro, a predisposição para enfrentar novos desafios; segundo, a competência de aprender bem e rapidamente com experiências positivas e negativas. Algumas pessoas não apresentam predisposição para enfrentar novos desafios. Elas preferem explorar as competências que já têm e aceitam desafios moderados, sem muita pressão, com acompanhamento generoso, de forma que haja espaço para as atividades da vida privada. Os desafios envolvem prioridades ou sacrifícios, dependendo da perspectiva de cada pessoa. Não é suficiente abraçar os novos desafios com confiança. É preciso ter competência para aprender com suas experiências. Os ciclos rápidos de mobilidade reforçam essa condição.
O desespero atual por capturar e reter os talentos é tão grande que muitas empresas não estão se dando conta de que muitos indivíduos incompetentes são excessivamente confiantes, não enxergam suas dificuldades; são, por isso, incapazes de aprender com seus sucessos e erros e, principalmente, mostram-se suscetíveis ao descarrilamento.
Voce já pensou de forma estruturada qual a lógica que sua empresa está adotando? Não sabe? Não tem? Nesta era marcada pela descontinuidade e quando o constrangimento de crescimento das organizações é proporcional à qualidade e quantidade das pessoas que estão no seu time, você não tem alternativa… terá de melhor estruturar este processo e ajustar expectativas. Um belo desafio!

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Sem alvoroço, iPhone chega a 10 países da América Latina

admin em 25 de Agosto de 2008 @ 16:31

0823260 - 0823260 Deu na Reuters. O iPhone 3G, da Apple, foi lançado na última sexta-feira em dez países da América Latina, onde milhões de compradores esperavam para ter o aparelho. De acordo com veículos locais, o aparelho foi lançado com menos empolgação do que se viu nos EUA na Europa.
Os preços mais baratos do iPhone na região são mais que o dobro do preço praticado nos EUA.
Em Santiago, no Chile, a venda começou à meia-noite com dezenas de pessoas na fila. A Movistar informou que em duas horas vendeu cerca de 500 equipamentos no Chile em seus três pontos de venda habilitados no país. A Claro preferiu não divulgar os números.
A Claro, controlada pela mexicana América Móvil e que também atua no Brasil, e a Movistar, da espanhola Telefónica, esperam impulsionar o número de clientes com o novo aparelho. O iPhone 3G da Apple foi lançado pela Claro na Argentina, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Paraguai, Peru e Uruguai, enquanto a Movistar também lançou o modelo em alguns desses países.
No Brasil, a agência reguladora Anatel homologou o primeiro iPhone no dia 13 de agosto, a pedido da própria Apple, e as operadoras Claro e Vivo esperam começar a vendê-lo até o final deste ano. A Tim ainda busca um acordo com a Apple, por meio da Telecom Itália, para lançar o iPhone 3G junto com seus concorrentes no Brasil.

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Intel prevê maquinas mais inteligentes que os homens em 40 anos

admin em 22 de Agosto de 2008 @ 11:12

Deu no ADNews. O CEO da Intel, Justin Rattner, apresentou as novidades e tendências da empresa ontem (21) durante o Intel Developer Forum 2008. As previsões dão conta de que nos próximos 40 anos as máquinas serão mais inteligentes que os homens.
O executivo anunciou as novidades que estão sendo desenvolvidas pela Intel para o dia-a-dia. Entre os lançamentos informados estão a transmissão de dados por fótons, a transmissão sem fio de eletricidade, robôs que identificam e manipulam objetos com precisão e o controle de jogos pelo pensamento. Materiais programáveis e nanocomponentes também foram destaque.
Rattner informou que todas estas tecnologias podem ser aplicadas à aparelhos usuais, como o celular, por exemplo.

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Banda larga terá preço reduzido no Brasil

admin em 21 de Agosto de 2008 @ 13:26

bandalarga - bandalarga Deu na ADNews. A popularização da banda larga deve tornar mais baratos os preços dos pacotes de serviço e incentivar o lançamento de novos produtos. Segundo especialistas, a possibilidade de escolher a forma de acesso é uma das maiores vantagens da banda larga. Como exemplo, os profissionais citaram o “mobile banking”, uma forma de acesso à conta bancária pelo celular.
De acordo com a reportagem do jornal Folha de S. Paulo, os analistas justificaram o aumento de usuários da conexão de banda larga devido a expansão do número de computadores e também pela migração da opção de internet discada para conexão em velocidade alta. Apesar disso, a banda larga tem muito espaço para crescer. Estima-se que apenas 16% das residências têm conexão banda larga.

bandalarga - bandalarga

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Países árabes banem Zohan

admin em 20 de Agosto de 2008 @ 18:38

zohanagentethumb - zohanagentethumb Último filme de Adam Sandler é censurado em cinemas do Egito, Líbano e União dos Emirados Árabes; distribuidora acredita que outros países muçulmanos também seguirão este exemplo.

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Reputação é tudo

admin em 19 de Agosto de 2008 @ 11:06

Deu na Revista TI Inside. Indiscutivelmente, a internet transformou-se nos últimos anos numa poderosa ferramenta de informação, capaz tanto de construir quanto de destruir reputações, o que se tornou também uma fonte de preocupação principalmente para as empresas. Com o aumento exponencial dos fóruns de discussão, blogs e redes sociais, as organizações nunca estiveram tão expostas a cobranças de consumidores e a pressões sociais, ambientais e políticas. Hoje, internautas e sobretudo clientes usam a rede mundial desde para denunciar irregularidades até para apontar problemas com produtos e com o atendimento. Em resumo, com a expansão da web, a vigilância sobre as empresas nunca foi tão grande.
A Dell que o diga. Em 2005, a fabricante norte-americana de computadores teve sua imagem seriamente abalada por causa de problemas com sua assistência técnica. O caso, já bastante difundido na web, aconteceu com o jornalista Jeff Jarvis. Ao ligar seu computador, um laptop da marca recém-adquirido, percebeu que ele estava com defeito. Como havia comprado o equipamento com direito a suporte em casa durante dois anos, acionou o serviço. Após descrever em detalhes o problema, obteve como resposta que de nada adiantaria a visita de um técnico. Dezenas de conversas telefônicas depois, e ainda sem uma solução, Jarvis concordou em enviar o laptop para o conserto. A máquina voltou com diversas peças trocadas e sem o defeito resolvido. Envolveu-se, então, numa longa troca de e-mails, e de nada adiantou.
Irritado, o jornalista publicou em site pessoal, o blog BuzzMachine, um post com o relato detalhado do seu calvário, sob o sugestivo nome de Dell Hell (inferno da Dell). A história se espalhou por todos os cantos do ciberespaço e foi parar nas páginas de jornais como o New York Times, Washington Post e Wall Street Journal.
No Brasil, um caso muito conhecido ocorreu entre um consumidor e a Fiat Automóveis. Em 2002, o jornalista e professor universitário Maritônio Barreto de Almeida, residente em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, adiantou 15,5 mil reais como parte de pagamento de um Fiat Stilo 1.8, cujo valor total era de 42,6 mil reais. Mas o carro não chegou. Depois de 51 dias de espera e sem ter nenhuma satisfação da montadora, mesmo após o envio de e-mails, fax e diversos telefonemas para o serviço de atendimento ao cliente, ele decidiu criar um site em tom satírico, que rapidamente ganhou notoriedade na rede. Maritônio se vestiu de palhaço para protestar contra o que considerou descaso e mau atendimento da montadora, e estampou a foto na página.
A montadora não achou graça e emitiu uma notificação extrajudicial exigindo que o provedor de hospedagem retirasse a página do ar. Este, no entanto, não aceitou as exigências da Fiat e manteve o site funcionando, até que uma determinação judicial exigiu a retirada da página da internet. O jornalista chegou a mudar de provedor, mas a Fiat entrou com uma ação na Justiça, que ordenou que o Registro.br, órgão responsável pelo controle de domínios criados no Brasil, cancelasse o domínio ‘maritonio.com.br’. Apesar de a multinacional ter conseguido fechar o site, o caso teve enorme repercussão na internet, o que, sem dúvida, causou grande desgaste à marca.
Os dois episódios ajudam a confirmar um aforismo já antigo do mundo dos negócios, segundo o qual uma marca leva anos para ser construída, mas a sua destruição pode durar minutos. Quando ela é exposta na internet, então, o dano pode ser muito maior e mais rápido, e manchar ou arrasar a reputação de uma empresa num piscar de olhos.
Um estudo recente realizado pelo Ibope/NetRatings, que analisou o comportamento dos usuários que navegam em sites relacionados a comunidades e blogs, em dez países da América Latina, Europa e Ásia, corrobora a percepção de que as redes sociais têm forte influência em relação à sustentação ou destruição de uma marca ou reputação de uma organização. No caso específico do Brasil o impacto, positivo ou negativo, tende a ser ainda maior, pois é o país que mais acessa redes sociais, com 18,5 milhões de pessoas, conforme dados do instituto de pesquisas.
Segundo a empresa, se forem acrescidos a este número os fotologs, videologs e sistemas de mensagens instantâneas, o número salta para 20,6 milhões de brasileiros que usam as redes sociais, o que representa cerca de 90% do total de usuários que acessam a internet mensalmente. “O crescimento acentuado das redes sociais no Brasil e a influência que elas exercem sobre os usuários que são também consumidores, ainda não são amplamente conhecidos pelas corporações. Pelo que temos observado, conhecer bem essas redes sociais e aprender como fazer parte delas não apenas previne eventuais crises ou problemas de imagem das empresas, como também as aproxima de seus públicos, funcionando como uma valiosa ferramenta estratégica”, afirma Alexandre Magalhães, gerente de análise do Ibope/NetRatings.
O estudo, que fez parte de uma espécie de relatório piloto de um novo produto anunciado pelo instituto de pesquisas, batizado de Redes Sociais, usou como referência as grandes montadoras de automóveis e a relação destas com as redes de relacionamento. Os resultados obtidos mostram dados interessantes. Um deles é que caso elas decidissem realizar uma grande campanha para impulsionar o consumo de automóveis e, para isso, utilizassem seus sites oficiais, as montadoras falariam para cerca de 2 milhões de pessoas duplicadas em um mês. Por outro lado, se os membros das comunidades relacionadas às marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou contra o consumo de veículos, atingiriam 1 bilhão de pessoas duplicadas. Ou seja, 500 vezes ou 49.900% mais impactos possíveis do que as montadoras.
Persona virtual
Um outro estudo, este do Aberdeen Group, constatou, no entanto, que as empresas, de modo geral, já começam a se dar conta da importância da internet também como ferramenta de alerta quando a reputação de suas marcas está em risco, seja devido ao defeito em um produto ou porque um cliente está decepcionado com os serviços prestados. O que muitas companhias ainda não sabem é como medir o quanto a exposição negativa na rede mundial pode afetar os negócios e como agir diante de uma situação dessas. De acordo com o consultor sênior do grupo Conectt, Cacau Guarnieri, a palavra-chave é feedback. “A empresa precisa procurar ter um retorno detalhado para saber o que está acontecendo, e o primeiro passo é freqüentar a blogosfera e participar de fóruns de discussão e redes sociais para saber o que se fala na internet a respeito dela. Mas isso deve ser feito sem nenhuma interferência, nenhuma ‘contaminação’. O objetivo deve ser receber o feedback e gerenciar os resultados”, enfatiza.
O consultor explica que a reputação digital é atribuída também ao que se convencionou chamar de persona virtual –ou seja a representação na web de uma pessoa ou empresa, que pode ser por meio de conteúdos publicados, avatares (representações criadas dentro do mundo virtual), serviços e produtos oferecidos. Ele observa que a reputação digital é construída sempre pelo “outro”. “Por exemplo, quando colocamos uma avaliação positiva para um vendedor no mercado livre estamos ajudando a construir sua reputação digital, que pode ser positiva ou negativa. O mesmo acontece quando damos estrelas para um determinado vídeo no YouTube ou recebemos o comentário de alguma pessoa em nosso blog. A reputação digital serve para gerar valor e feedback para as nossas ações na web. É por meio da reputação digital que criamos referências e segurança quando precisamos delas dentro do caos de informação ou de ambientes que demandam relações baseadas na confiança – como os de comércio digital”, detalha.
Guarnieri destaca, porém, que a reputação digital pode ser construída tanto de forma positiva como extremamente negativa. “Assistimos a casos da utilização de redes de relacionamento, como o Orkut, para ações bastante destrutivas de reputações. Nesse caso, são ataques ou bullying que partem do digital e repercutem no real, no físico. O meio digital amplifica e facilita o ataque e o anonimato do agressor.”
Para a advogada especialista em direito digital, Patrícia Peck Pinheiro, as empresas antes somente se preocupavam com o que colocavam na internet, mas agora têm de se estar atentas ao que é colocado sobre elas na rede mundial. Ela salienta também que a web não só ampliou a repercussão dos problemas com a reputação de uma empresa como também diversificou os riscos.
Entre as principais situações de perigo que podem levar uma empresa a ter sua imagem manchada, a advogada cita o vazamento de informação confidencial, como, por exemplo, de um projeto discutido em um blog ou site de relacionamento; informações divulgadas por terceiros que podem estremecer as relações com fornecedores e parceiros negócios, ou impactar o desempenho das ações em bolsa, no caso de companhias de capital aberto; a violação dos direitos do consumidor e a concorrência desleal, como o uso de links patrocinados (anúncios exibidos na lateral das páginas de busca do Google ou outro site de buscas) para uma marca que a empresa revende, por exemplo, para trazer clientes em seu benefício.
Um dos problemas mais comuns envolvendo a reputação na web, porém, apontado por Patrícia, é a utilização do nome de domínio por empresas que não detêm o direito sobre a marca. Segundo ela, no Brasil, mais de mil casos já foram à Justiça devido à disputa por endereços eletrônicos. Em alguns, donos das marcas venceram quando a intenção de golpe ficou clara. Esse tipo de apropriação, diz a advogada, viola a lei de propriedade industrial “porque possibilita que o terceiro não detentor do direito da marca confunda o usuário da rede, trazendo, inclusive, prejuízos de ordem financeira ao titular e induzindo o consumidor a erro, pois poderá adquirir produto pensando ser de determinada marca, quando na realidade é de outra”. Em casos com esse, Patrícia recomenda que a empresa detentora da marca envie uma notificação extrajudicial exigindo do infrator o bloqueio, retirada e a guarda do conteúdo como prova.
Gerenciamento da marca
O impacto que um comentário feito em um blog, por exemplo, pode ter sobre uma marca é imensurável. Qualquer pessoa pode criar um blog e começar a falar para todo o planeta. “As pessoas estão acostumadas a trabalhar com níveis estrondosos, mas com a internet elas precisam compreender que não é necessário 1 milhão de comentários falando mal da empresa, basta um único para que ele se espalhe rapidamente”, alerta Claudia Woods, diretora de estratégia e inteligência da Predicta, consultoria especializada na área de marketing digital. O caso da Dell é ilustrativo do que fala a consultora – o que começou como reclamação de um único consumidor se transformou em uma discussão nacional. Por isso, o desafio das empresas, segundo ela, é achar o equilíbrio tanto do ponto de vista quantitativo quanto qualitativo. “Às vezes, mesmo um simples comentário, que não contenha necessariamente um tom crítico, é um indicativo de algum problema”, observa Claudia.
Outro aspecto sensível é a decisão de reagir ou não a um comentário desfavorável à empresa. Mas para isso, a diretora da Predicta esclarece que a empresa precisa ter um plano de gerenciamento da marca e estabelecer limites de até onde são aceitáveis as críticas ou os protestos de um cliente. “O primeiro passo para isso é simples, basta que a empresa abra espaço – um blog, por exemplo – para ouvir e dialogar com os clientes. Mas ela precisa ter consciência de que não se trata das cartas de leitores tradicionais, em que os leitores escrevem reagindo, positiva ou negativamente, ao que leram, e que podem ser filtradas. Num blog não há como impedir que uma pessoa se manifeste.”
A criação de blogs, grupos de discussão e comunidades é apontada por especialistas em web como uma demonstração de que a empresa está disposta a dialogar com seus clientes. Na verdade, trata-se de um trabalho preventivo, segundo Alexandre Kavinski, diretor de novos negócios da Mídia Digital, uma agência de comunicação online que oferece soluções completas em internet, mídia on-line, criação de websites, publicidade na internet.
Ele explica que a sustentação da reputação on-line envolve dois aspectos: a proteção da imagem da empresa em si e a monitoração constante dos consumidores na internet. “Mas as empresas precisam ter claro que não basta somente controlar a reputação, é necessário que desenvolvam um trabalho de posicionamento da marca, ou seja, como ela quer que o consumidor a veja ou a associe.” Kavinski diz que o que se percebe
no mercado brasileiro é que muitas empresas estão presentes na internet sem saber o que desejam atingir. “E isso pode ser frustrante”, alerta o executivo.
Os especialistas são unânimes em salientar que quando uma pessoa ou um grupo está atuante e determinado a protestar, o pior que você pode fazer é ignorá-lo. Mesmo que os ataques sejam pequenos, as empresas não podem se dar ao luxo de cruzar os braços. A Dell, ao menos, aprendeu a lição. Após a repercussão do caso do jornalista Jeff Jarvis, a fabricante criou um site chamado Idea Storm (Tempestade de Idéias) para receber sugestões e reclamações dos clientes. Outras empresas preocupadas com a sua reputação na web deveriam seguir o mesmo caminho.

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O mercado virtual de boas idéias

admin em 18 de Agosto de 2008 @ 14:49

Deu na Veja. No século XVIII, o Parlamento inglês ofereceu uma pequena fortuna a quem inventasse uma forma que permitisse aos marinheiros calcular a longitude em alto-mar. Sir Isaac Newton tentou, mas não conseguiu. Quem levou o prêmio foi John Harrison, um desconhecido relojoeiro do interior da Inglaterra. Ele criou o primeiro cronômetro marítimo, instrumento que revolucionou a navegação. Hoje, uma dezena de sites na internet usa o mesmo princípio em benefício da inovação no mundo dos negócios. Na maioria desses sites, as empresas descrevem anonimamente um problema que não conseguem resolver e recebem propostas de solução de cientistas, técnicos e outros interessados, muitos sem nenhuma formação acadêmica. No InnoCentive, o maior site desse tipo de intercâmbio tecnológico, científico e logístico, a solução aceita recebe um prêmio que tem variado entre 1 000 e 1 milhão de dólares. O pagamento é feito depois que o solucionador transfere os direitos de propriedade sobre a invenção para a empresa.

O InnoCentive é utilizado por cinqüenta das 500 maiores companhias dos Estados Unidos. A cada dia, um novo problema é colocado no site e 40% deles encontram uma solução viável no período de seis meses. Em média, o tempo gasto na elaboração de uma proposta de solução é de 74 horas. Segundo um estudo da Universidade Harvard, que analisou as inovações feitas por intermédio do InnoCentive, quanto mais longe o problema está da área de especialização de um cientista, maiores são as chances de ele encontrar uma solução original. Isso acontece pela facilidade com que os especialistas adaptam às novas exigências as idéias já testadas e aprovadas em seu setor específico de atividade. Foi graças às sugestões de um químico americano da indústria de cimento que se achou uma maneira de impedir que o petróleo se congelasse em reservatórios no frio do Alasca. A solução: da mesma forma que é feito com o cimento, o petróleo é mantido em tanques em contínua rotação.
Mais de 3 milhões de dólares já foram pagos através do InnoCentive. Os principais solucionadores de problemas do site são os russos, os indianos e os chineses. O gaúcho Ulisses Giorgi, de 34 anos, gerente de informática de uma fábrica de computadores em Porto Alegre, foi um dos premiados. Mestre em ciências da computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ele ganhou 1 000 dólares. “Ajudei o próprio InnoCentive a melhorar a cooperação entre os cientistas no site”, diz Giorgi. Há 1 300 brasileiros cadastrados no site, que também é usado por companhias nacionais anônimas para resolver alguns de seus problemas.

CONSELHOS VALIOSOS
Há outras maneiras de fazer a ponte entre empresas e inovadores na internet. O site americano NineSigma, criado em 2000, coloca companhias em busca de soluções específicas em contato com outras que já resolveram problemas similares. Uma marca americana de sabão em pó conseguiu melhorar seu sistema de embalagens seguindo a experiência de uma pequena fábrica de pesticidas do interior da Inglaterra. Já o YourEncore tem um banco de dados com 4 000 cientistas aposentados para trabalhos de consultoria. Há também empresas que divulgam seus problemas em seus próprios sites. A Netflix, uma locadora virtual de filmes dos Estados Unidos, oferece 1 milhão de dólares a quem melhorar em 10% o programa de computador que prevê se um cliente vai gostar de um filme.
Investir em inovação é um processo caro, que exige a contratação de pessoal qualificado e tem retorno incerto. Os sites reduzem esses custos porque levam centenas de inovadores a se dedicar a um mesmo problema – mas apenas o vencedor recebe pagamento. No InnoCentive, cada desafio é analisado, em média, por 240 interessados e recebe dez soluções. A eficácia dessas propostas é inversamente proporcional à complexidade do problema apresentado. “Soluções criativas podem ajudar a resolver problemas pontuais, mas não substituem os investimentos em departamentos de pesquisa e desenvolvimento, fundamentais para a criação de novos produtos”, diz João Alberto de Negri, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Uma medida do retorno financeiro da inovação: as empresas que investem em pesquisa no Brasil têm produtividade sete vezes maior que a média e conseguem preços 30% mais altos para seus produtos.

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Sony Walkman

admin em 15 de Agosto de 2008 @ 15:04

sonylondon - sonylondon

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